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Nos dias atuais observa-se uma maior freqüência de infecções fúngicas, especialmente nos pacientes em risco, bem como a expansão da lista de patógenos potenciais. É fundamental que se tenha um monitoramento em relação às infecções fúngicas, especialmente entre pacientes internados em unidades de terapia intensiva, portadores de diferentes doenças degenerativas ou neoplásicas, submetidos a transplantes de órgãos, recém-natus prematuros, assim como pacientes com AIDS.
Há um crescimento das opções terapêuticas antifúngicas, na maioria das vezes usadas empiricamente, o que leva a uma modificação no perfil de sensibilidade/resistência dos fungos. Com o aumento da incidência de infecções graves por fungos, especialmente entre pacientes graves e ou imunodeprimidos, a utilização de testes de sensibilidade aos antifúngicos (fungigrama) tem se mostrado útil, na escolha do antifúngico adequado para os processos infecciosos causados por leveduras (Candida spp. e Cryptococcus neoformans).
Os antifúngicos comumente testados por meio do método de difusão do disco em meios específicos são: econazol, fluconazol, miconazol, cetoconazol, anfotericina B e nistatina. Se um fungigrama mostrar sensibilidade para fluconazol, este poderá ser usado com segurança, na maioria dos casos, evitando assim o uso empírico de drogas como a caspofungina, anfotericina B ou voriconazol.
Evidências mostram que Candida parapsolosis, Candida tropicalis e Candida albicans são as mais prevalentes no País. Espécies como Candida glabrata e Candida krusei, resistentes ao fluconazol, são menos prevalentes, o que dá segurança para o uso deste antifúngico. Como medida de controle e otimização terapêutica, recomendam-se culturas automatizadas, que permitirão a identificação das espécies de Candida, e uma melhor utilização dos antifúngicos.
Portanto, a escolha do antifúngico vai depender da epidemiologia da instituição e da gravidade do caso. Se a instituição apresenta incidência significativa de espécies fluconazol – resistentes ou se o paciente fez uso recente de fluconazol e o estado clínico do paciente é de sepse grave, a escolha do fluconazol, até que a identificação da espécie esteja disponível, poderá ser fatal.
Neste caso, anfotericina B, caspofungina ou variconazol poderão ser opções adequadas. A função renal ou o risco de deterioração é que vai determinar qual a melhor escolha. Após alguns dias, quando a identificação da espécie da Candida isolada estiver disponível e for sensível ao fuconazol, poderá proceder a um "descalonamento" da anfotericina B ou Caspofungina para fluconazol.
Mais da metade dos pacientes com candidemia (em torno de 70%), apresentam hemocultura negativa após 48/72 horas de tratamento adequado, sendo pois indicado colher hemoculturas de controle neste período. A maioria dos casos requer a retirada do cateter venoso central, sendo esta indicação menos precisa nos pacientes neutropênicos. Neste grupo, a fonte de candidemia muitas vezes é o intestino, particularmente nos pacientes com mucosite significativa, mas se houver persistência da candidemia, considerar o insucesso por não se ter retirado o cateter central, imunossupressão grave ou resistência fúngica.
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